Uma árvore diferente: os paus-jacarés do Parque Estadual do Jaraguá
Ao longo de todo o Parque Estadual do Jaraguá (PEJ) é possível observar uma árvore que se destaca pela aparência peculiar do seu tronco. Essa espécie é o pau-jacaré (Piptadenia gomoacantha), árvore típica das matas de São Paulo, encontrada principalmente nas matas mais secas da cidade, perto do interior do Estado.
Ao olhar o seu tronco o motivo do seu nome se torna óbvio. Ela possui nos galhos novos uma crosta afiada parecida com a que existe nas costas do jacaré.
De uma beleza ímpar, a padronagem da casca acompanha até os mais finos ramos. Ela é considerada uma árvore de porte médio a grande e pode crescer de 15 a até 25 m de altura. Apresenta uma copa rala com folhas parecidas com a da sibipiruna. Seu crescimento é muito rápido, característico das espécies pioneiras. A título de curiosidade, uma espécie pioneira é aquela que surge primeiro em uma floresta desmatada.
Em São Paulo, as árvores desse gênero se tornaram raras. Atualmente elas podem ser encontradas mais em parques e áreas abertas. Essa espécie foi muito utilizada para lenhas, sendo a preferida dos lenhadores da São Paulo antiga por ser considerada uma das melhores madeiras para produção de calor.
Sua madeira serrada presta-se para acabamentos internos, armação de móveis, confecção de portas, painéis, brinquedos e embalagens. O seu plantio na arborização urbana e no paisagismo é quase inexistente, pois sua madeira é frágil podendo ocorrer queda de galhos em tempestades.
Fontes para mais informações sobre esta e outras árvores:
Sobre a autora:
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Pau-jacaré do Parque Estadual do Jaraguá. Foto: acervo Natasha Ceretti |
De uma beleza ímpar, a padronagem da casca acompanha até os mais finos ramos. Ela é considerada uma árvore de porte médio a grande e pode crescer de 15 a até 25 m de altura. Apresenta uma copa rala com folhas parecidas com a da sibipiruna. Seu crescimento é muito rápido, característico das espécies pioneiras. A título de curiosidade, uma espécie pioneira é aquela que surge primeiro em uma floresta desmatada.
- Leia também: "Espécie de jatobá plantada ao lado do Casarão Afonso Sardinha sobrevive a mais de 400 anos de desmatamentos em São Paulo";
- Para saber sobre plantio de árvores e reflorestamento no PEJ leia "Estudantes plantam 56 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica em homenagem ao aniversário do Parque Estadual do Jaraguá";
- Para saber sobre as araucárias (espécie em extinção) do PEJ leia "Parque Estadual do Jaraguá e sua importância como remanescente da Mata Atlântica".
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Exemplar da espécie pau-jacaré do PEJ. Foto: acervo Natasha Ceretti |
Sua madeira serrada presta-se para acabamentos internos, armação de móveis, confecção de portas, painéis, brinquedos e embalagens. O seu plantio na arborização urbana e no paisagismo é quase inexistente, pois sua madeira é frágil podendo ocorrer queda de galhos em tempestades.
- Para saber mais sobre quedas de árvores no distrito leia "Ipê-rosa antigo corre risco de queda na Vila Nova Jaraguá, diz pesquisador"
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O Casarão Afonso Sardinha está localizado dentro do PEJ. Foto: acervo Natasha Ceretti |
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Natasha Ceretti é mestre em Ciências (Saúde Ambiental) e doutoranda em Ciências pela FSP-USP. É bióloga pela UniSão Camilo. |
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