Mais de 60 ex-alunos da Escola Estadual Professora Isabel Vieira de Serpa e Paiva se reuniram neste sábado, 05 de maio de 2018, para rememorar histórias das décadas de 1950, 1960 e 1970 vivenciadas por eles neste que é o primeiro colégio do distrito Jaraguá. O evento - intitulado "Encontro dos amigos de cabelos grisalhos do Isabel" - foi marcado por meio de uma página no Facebook.
Grupo reunido para a foto oficial no pátio do colégio Isabel Vieira.
Foto: Marinaldo Gomes Pedrosa
Ao longo de toda a manhã, os ex-estudantes passearam pelo colégio, visitaram as salas de aulas, se sentaram nos mesmos lugares que ocupavam quando ainda frequentavam o lugar e observaram as mudanças, "naquela época não havia grades e muros, e nós tínhamos um jardim na parte central", conta Alcides Aparecido Alves de Oliveira (62), mais conhecido como Tuca, "o espaço era mais aberto e mais bonito".
Ex-alunos nos lugares que ocupavam quando frequentavam a escola Isabel.
Foto: Rita de Cássia Fernandes / acervo Mersini Spaloni
Tuca diz que fez o primário e o ginásio no colégio entre os anos 1966 e 1974. Ele fica espantando ao ver que um antigo móvel usado para guardar chapéus e guarda-chuvas ainda está no corredor. Já na sala do diretor, ele descobre (sobre um armário) o sino que nos anos 1960 era empregado para sinalizar o recreio, o início e o fim das aulas (vide vídeo a seguir).
Mais adiante, no pátio da escola, Emilia Woznarowycz (67) rememora a própria história. Ela revela que seus pais vieram da Ucrânia para o Brasil em 1949, pouco tempo depois da Segunda Guerra Mundial, e se estabeleceram no Jaraguá, "nasci em 1951, em casa, ali perto dos predinhos (há 50 metros do colégio)", diz, "quem fez o meu parto foi a benzedeira e parteira Dona Catarina".
Emilia Woznarowycz começou a estudar no colégio Isabel em 1957.
Foto: Marinaldo Gomes Pedrosa
Quando em 1957 Emilia completou 6 anos, ela foi matriculada no colégio, "eu ainda não sabia falar a Língua Portuguesa e por isso repeti de ano. Foi a única vez que repeti", explica. Ela também recorda o quanto era bagunceira, "eu me arrebentava toda. Vivia no ambulatório e na farmácia do Sr. Pedrinho costurando a minha cara e o meu joelho, que estava sempre ralado".
Outro ex-aluno, o Milton Flores (56), diz que começou seus estudos no colégio a partir de 1969, "eu morava no Parque Panamericano e vinha de ônibus de lá para cá", conta. Para o encontro, Milton levou vários documentos como boletins e registros escolares, convites da formatura, carteirinha de ônibus, além de dois livros de inglês adotados pela escola na década de 1970 e o bolso de seu uniforme.
Alguns documentos da época em que Milton Flores estudava no colégio Isabel.
Foto: Marinaldo Gomes Pedrosa
Bolso do uniforme de Milton Flores.
Foto: Marinaldo Gomes Pedrosa
Livros adotados pelo colégio Isabel nos anos 1970.
Foto: Marinaldo Gomes Pedrosa
O encontro terminou por volta das 11h com a produção da foto oficial do grupo.
História da Escola Isabel Vieira
Em construção desde o início dos anos 1950, a Escola Estadual Professora Isabel Vieira de Serva e Paiva só passou a ser chamada oficialmente por este nome a partir de 1956 quando o na época governador do Estado de São Paulo, Jânio Quadros, assinou o Decreto nº 26.118 que instituiu o colégio, o primeiro do distrito Jaraguá.
Escola Isabel em 2016.
Foto: Marinaldo Gomes Pedrosa
Segundo consta na dissertação de mestrado "Convênio escolar: utopia construída" (USP) de autoria de Ivanir Reis Neves Abreu, o projeto do colégio Isabel Vieira juntamente com o de outros 51 edifícios escolares da Grande São Paulo foi elaborado no final dos anos 1940 e início dos anos 1950 pelos arquitetos Eduardo Corona, Roberto Goulart Tibau e Oswaldo Corrêa Gonçalves, e pelo engenheiro Ernest Robert Carvalho Mange, liderados por Hélio de Queiroz Duarte, com a finalidade de cumprir a meta (firmada no contexto do "2º convênio escolar") de zerar o déficit de 1.200 salas de aula na cidade de São Paulo até o fim do 4º centenário.
Projeto original da Escola Isabel Vieira.
Fonte: dissertação "Convênio escolar: utopia construída" (USP)
O edifício da escola Isabel teve o mesmo projeto da EE General Antônio de Sampaio (1950) e da EE República do Chile (1950). Ele contou com a implantação de dois blocos articulados com circulações cobertas em um terreno em aclive.
A escola encontra-se em processo de ampliação. Atrás do edifício original, uma obra que visa aumentar o número de salas de aula está temporariamente parada, rescindida punitivamente por abandono, "a Secretaria de Estado da Educação (SEE) abriu processo de licitação para que a construção possa ser retomada", informa o atual diretor que está no cargo há apenas 3 meses, Dinho Teixeira dos Santos, "o reinício da obra pode demorar mais 90 dias segundo a SEE".
Quem foi a professora Isabel Vieira?
Isabel Vieira de Serpa e Paiva foi uma professora que cumpriu 30 anos de magistério, tendo se aposentado em 1942, vindo a falecer nos anos 1950. Segundo informações divulgadas no Decreto 26.118 de 16 de julho de 1956, que deu seu nome à escola localizada em Jaraguá, ela era uma pessoa muito estimada e respeitada por todos que a conheciam.
Além de dar aulas, Isabel era poetiza. É dela o livro "Evocação" com 153 páginas impressas pela gráfica São José em 1954.
Livro "Evocação" de Isabel Vieira. Capa original.
Foto: acervo Jonas - organização de leilões
No decreto já mencionado escreve-se que Isabel se revelou uma "distinta e consagrada poetiza, de fina sensibilidade e elevada formação moral".
Sobre o Autor:
Marinaldo Gomes Pedrosa é formado em Jornalismo pela UniSant'Anna. Vive no bairro Jaraguá desde 1976.
Estudei nessa escola de 1981 a 1988,tenho recordações do Sr Toninho supervisor,dona Walquíria diretora,Sr Washington ficava no portão e vários professores sdds
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descobri que a Professora Isabel faleceu em 1957
ResponderExcluirObrigado pela contribuição neste blog, Nando.
ExcluirEstudei nessa escola de 1981 a 1988,tenho recordações do Sr Toninho supervisor,dona Walquíria diretora,Sr Washington ficava no portão e vários professores sdds
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