História da Estrada Turística do Jaraguá: a aventura continua

Data de 4 de setembro de 1937 um convite à população paulistana publicado no jornal Folha da Manhã para uma visita ao Pico do Jaraguá (1.135 m) e Pico do Papagaio (1.127 m) organizada pelos alpinistas irmãos Tabone, com o apoio do Clube Rex. Esse passeio seria uma grande aventura, posto que a estrada Turística do Jaraguá ainda não existia.

Trecho final da Estrada Turística do Jaraguá em imagem clicada provavelmente em 1969. Foto: obtida do blog "São Paulo em Preto & Branco" (autor desconhecido).
Trecho final da Estrada Turística do Jaraguá em imagem clicada provavelmente em 1969.
Foto: obtida do blog "São Paulo em Preto & Branco" (autor desconhecido).
Naquela época, o acesso ao topo dos dois elevados se dava por meio de trilhas de terra de grande inclinação e era indicado apenas para quem tinha condições físicas perfeitas para percorrê-las, revelam artigos de jornais disponíveis nos acervos da Folha de S.Paulo e Estadão online.

Mas com a compra da Fazenda Jaraguá pelo Estado de São Paulo em 1939 e com a abertura de concorrência pública para o serviço de escavação e de transporte para a criação de uma via com 4 quilômetros entre a rodovia Anhanguera e a referida fazenda, em 1951, tudo começou a mudar.

Picos do Jaraguá e do Papagaio ainda sem as antenas, em imagem de 1952.  Foto: acervo do jornal A Gazeta.
Picos do Jaraguá e do Papagaio ainda sem as antenas, em imagem de 1952.
Foto: acervo do jornal A Gazeta.
"Ela foi feita na picareta", conta o morador do distrito vizinho de Parque São Domingos (por onde passa a estrada) Gerson dos Santos, de 79 anos, "a terra era movimentada em carrocinhas parecidas com carroças de burros, só que puxadas por dois homens. Um pegava de um lado e o outro do outro, e ambos saíam puxando a terra, que era usada para tapar buracos e nivelar o terreno", explica.

Santos diz que no início a estrada (ainda de terra) possuía duas mãos bem estreitas onde mal dava para passar um carro de cada lado, "mas aí veio o progresso", diz. Ele relata que foram usadas máquinas para alargar alguns trechos.

Outro morador, que não quis se identificar, mas que vive na região desde 1969, expõe que a casa dos pais dele era apenas um barraco na beira do que hoje é a estrada, posicionado lá desde os anos 1930. Ele se recorda de um dia ter se mudado para a Vila Mangalot, onde permaneceu por uns tempos para que a atual casa de alvenaria pudesse ser levantada. "Aqui era quase tudo mato. Não tinha energia elétrica naquela época. Em compensação, havia muitas bicas de água por aqui, sítios enormes com piscinas, pomares de arroz e milho. Nós pescávamos nos riachos", lembra-se, "ali atrás tinha o puteiro da dona Conceição e só mais tarde é que começaram as construções dos motéis".

O início da pavimentação da estrada Turística do Jaraguá

No início dos anos 1960, os jornalões anunciavam que seriam iniciadas pelo governador Carvalho Pinto as obras de asfaltamento da via. Agora falava-se em não apenas 4, mas 8 quilômetros. A estrada sairia do quilômetro 18 da rodovia Anhanguera e terminaria no topo do Pico do Jaraguá, "a primeira estrada do gênero que se construiria no estado", escrevia-se no artigo "Via de acesso ao Jaraguá" publicado na Folha de S.Paulo em dezembro de 1961.

Já de acordo com o artigo "Para breve o início da pavimentação da Estrada do Jaraguá" veiculado no Estado de S.Paulo do dia 15 de fevereiro de 1962, o asfaltamento seria concluído em um prazo de 90 dias. Nesta matéria dizia-se também que estava-se em realização no lugar a remoção parcial de uma pedreira e a aplicação de uma "base estabilizada" para o capeamento asfáltico. O mesmo texto expõe que o projeto seria finalizado a um custo total de 30 milhões de cruzeiros.

Trecho não asfaltado da estrada em imagem de 1962. Foto: acervo do jornal O Estado de S.Paulo
Trecho não asfaltado da estrada em imagem de 1962.
Foto: acervo do jornal O Estado de S.Paulo
Em outras matérias da mesma época os repórteres questionavam-se se o plano de construção de uma estátua de São Paulo Apóstolo no cume do Pico do Jaraguá (um projeto inspirado pela inauguração do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, nos anos 1930) seria finalmente levado a cabo.

Alguns meses adiante, porém, veria-se que a tal estátua jamais sairia do papel. Em novembro de 1962 a Fazenda do Estado cederia o topo do Pico do Jaraguá em comodato, pelo prazo de 20 anos (renováveis), para que a Rádio Bandeirantes S/A pudesse instalar lá sua torre de televisão e transmissores.

O "fim da aventura"

Nos anos 1950, a família Manzo já ocupava um terreno próximo ao quilômetro 4 da estrada, no sopé do morro. Em 1963, o pintor Henrique Manzo fundaria ali a Galeria Narciza. Segundo seu sobrinho Amleto, eles puxaram para lá uma linha telefônica, na época. Tentaram fazer com que uma antiga linha de ônibus tivesse seu percurso estendido até a galeria, mas não tiveram sucesso.

Já em 1964, uma índia de nome Jandira Kerexu Augusta Vinícios juntamente com o índio Joaquim Kuaray Augusto Martins fundaria nas proximidades da Galeria Narciza uma aldeia guarani de nome Ytu, que significa "cachoeira". Era um marco na história do povo guarani, que outrora teve seus ancestrais expulsos da região por Afonso Sardinha, cujo casarão que servira de base para extração de ouro do lugar continua de pé no Parque Estadual do Jaraguá (PEJ) feito um macabro cartão de visitas, mesmo após mais de 400 anos de existência. Anos mais tarde, outras aldeias como a Pyau (Nova) e Itawera (Pedra Reluzente) seriam implantadas nas vizinhanças.

Naqueles tempos, em 10 de abril de 1964, uma matéria da Folha de S.Paulo anunciava com letras garrafais "Escalada do Jaraguá não é mais aventura", se referindo ao fato de que agora havia uma via de acesso ao topo dos picos.

Esta via iniciava-se a 725 m de altitude, no quilômetro 18 da rodovia Anhanguera, serpenteava por 4 quilômetros até o sopé dos picos do Jaraguá e do Papagaio e depois alongava-se por mais 4 quilômetros até o platô entre os dois elevados a mais ou menos 1.100 m de altitude.

Platô/Esplanada ainda sem as construções entre os dois picos, em imagem de 1964. Foto: acervo Folha de S.Paulo
Platô/Esplanada ainda sem as construções entre os dois picos, em imagem de 1964.
Foto: acervo Folha de S.Paulo
Os seus 4 quilômetros que passam por dentro do PEJ formam até hoje a maior ladeira da cidade de São Paulo.

Apesar de, na época, o primeiro trecho estar asfaltado e o segundo trecho (o do PEJ) não, já era possível subir de carro até a esplanada e, na sequência, escalar os 35 m de altitude finais a pé, pois o bondinho e a escadaria ainda não haviam sido construídos. O referido artigo da Folha de S.Paulo informava que no topo não existia abrigo nem belvederes, mas já estavam instaladas por lá algumas antenas de rádio e televisão.

O início de outros tipos de aventura

E maio de 1967, os últimos 3 quilômetros da estrada ainda não haviam sido asfaltados (eram de terra e cascalho) e a estátua de São Paulo Apóstolo, para a qual em 1950 e posteriormente em 1964 foram construídas respectivamente duas pedras fundamentais no local, não saíra do papel. A torre de televisão da Bandeirantes já estava implantada no alto do pico do Jaraguá feito uma desengonçada e mal acabada torre de petróleo. Os turistas já podiam subir o morro de carro.

A estrada diminuiu o velho hábito de acesso e escalada por trilhas íngremes, no entanto, abriu espaço para outros tipos de aventuras. A matéria "Estátua ficou na promessa" veiculada no jornal O Estado de S.Paulo em 5 de maio de 1967 demonstrava que muitos atletas começaram a usar a via para subir e descer o morro correndo, confira um trecho do artigo:
"Além dessas duas modalidade [subir pela nova estrada ou por uma antiga vereda] de subida a pé, se você for um desportista poderá fazer o trajeto correndo pela estrada, prática esta levada a efeito frequentemente por atletas de vários clubes, que desejam aumentar a resistência e o fôlego. Mas lembre-se de que é necessário muito treino e muito preparo físico para executar esta proeza."
Desde então, corredores solitários e equipes de atletas têm subido a via diariamente. Confira a seguir, como exemplo, o vídeo de um treinão feito pela Família Busca Pé e gravado pelo team Pangaré Tênis, no local, em 2017:

Mais adiante, como sabemos, a Estrada Turística do Jaraguá se tornaria também um polo cicloturístico.

Além disso, muitas pessoas se aventuraram por lá descendo seus 4 quilômetros de patins, skates, pranchões e outros veículos (hoje proibidos).

Desde sua fundação, em 2016, o Jaraguá SP Post tem divulgado algumas dessas aventuras, confira:
Ciclista do Braddocks Team descendo a Estrada Turística do Jaraguá, em imagem de 2016. Foto: acervo Braddocks Team.
Ciclista do Braddocks Team descendo a Estrada Turística do Jaraguá, em imagem de 2016.
Foto: acervo Braddocks Team.
Além da estrada, outras coisas mudaram no PEJ nos anos 1960. Ao longo de dois anos, o paulistano olhava para o Jaraguá e via apenas uma torre de televisão interferindo no horizonte (a da Bandeirantes). Em 1968, porém, o espaço disponível no topo do Pico do Papagaio foi cedido em comodato para a TV Cultura.

Pico do Jaraguá já com a antena da Bandeirantes e Pico do Papagaio livre, em imagem de 1967. Foto: acervo do jornal O Estado de S.Paulo
Pico do Jaraguá já com a antena da Bandeirantes e Pico do Papagaio livre, em imagem de 1967.
Foto: acervo do jornal O Estado de S.Paulo
Picos do Jaraguá e do Papagaio com suas antenas em imagem de 2017. Foto: Marinaldo Pedrosa
Picos do Jaraguá e do Papagaio com suas antenas em imagem de 2017.
Foto: Marinaldo Pedrosa
A matéria "Pronta a torre da TV Cultura", datada de 19 março de 1969, anunciava a conclusão da instalação da antena, "trata-se da mais potente torre de transmissão brasileira, com potência de 25 kw. A maior, até ontem, era a antena da Rádio e TV Bandeirantes, com 10 kw, também localizada no Jaraguá, vindo em segundo lugar a da Tupi e da Excelsior, com 5 kw cada uma", escrevia-se.

A conclusão da pavimentação da Estrada Turística do Jaraguá

Uma nota intitulada "Jaraguá" publicada na Folha de S.Paulo em 22 de dezembro de 1970 apontava que a Regional Pirituba-Perus estava concluindo a pavimentação da segunda pista da estrada de acesso aos picos locais.

Já em 1971, o artigo "Turismo prepara nova roupagem do Jaraguá" publicado no dia 31 de outubro no mesmo jornalão, o administrador da Regional Pirituba-Perus, chamado de Sr. Walter, diria que as rodovias de acesso ao Pico do Jaraguá já estavam em perfeitas condições para receber tantos quantos fossem os turistas que se dirigissem para lá.

A mesma reportagem também abordara que o parque recebia entre 30 mil e 40 mil visitantes por final de semana e que para atender melhor a tantas pessoas estava em projeto a implantação de um centro recreativo com quiosques, restaurantes, banheiros, lagos e outras melhorias.

Por fim, a matéria "Os velhinhos no Jaraguá" publicada na Folha de S.Paulo em 13 de abril de 1974 conta a história do Clube do Pirolito, cujos integrantes começaram as atividades de escalada do Pico do Jaraguá 40 anos antes, quando o lugar ainda não possuía asfalto e nem escadas de acesso, e que agora, na terceira idade, estavam reunidos novamente no morro para fazer um pique-nique. Italianos da Mooca, o jornal conta que eles não se cansavam de dar vivas ao Palmeiras.

O projeto arquitetônico e paisagístico do PEJ

Nos anos 1970, começaram-se os rumores de que seria construído no PEJ um centro recreativo, mas foi só em 1976 que isso começou a se tornar realidade por meio de dois projetos, um arquitetônico e outro paisagístico, respectivamente criados por Leo Tomchinsky e pela empresa Suely Suchodoski e Benedito Abbud Arquitetos Paisagistas Ltda.

Anfiteatro do sopé do Pico do Jaraguá, em imagem de (1976?). Foto: do livro "Cadernos brasileiros de Arquitetura" (1986).
Anfiteatro do sopé do Pico do Jaraguá, em imagem de (1976?).
Foto: do livro "Cadernos brasileiros de Arquitetura" (1986).
O livro "Cadernos brasileiros de Arquitetura" (1986) expõe que esse projeto envolveu:
  • O zoneamento de parte do sopé do Pico do Jaraguá;
  • Intervenções no Casarão Afonso Sardinha;
  • Arborização;
  • Criação de pomares;
  • Criação ou aproveitamento de lagos;
  • Construção de acessos;
  • Criação de trilhas e caminhos;
  • Construção de estacionamento;
  • Construção da Concha Acústica no sopé do morro Jaraguá;
  • Obras de melhorias na esplanada a poucos metros dos topos dos dois picos;
  • Construção de anfiteatro pequeno na esplanada;
  • Construção de restaurantes no sopé e na esplanada;
  • Construção de plataforma para miniférico;
  • Construção de belvederes na esplanada;
  • Intervenções em um bosque de espécies nativas e exóticas próximo a esplanada.
Os arquitetos e paisagistas levaram em conta para o projeto itens básicos de conforto, equipamentos e serviços com foco na paisagem natural do parque.

No meio do caminho tem uma estrada

A via asfaltada divide a mata e assim se torna um grande perigo para os animais que vivem na floresta do Pico do Jaraguá. Em um vídeo postado no YouTube em 2013, por exemplo, um cicloturista que pedalava pela estrada filmou um bicho preguiça atravessando a pista, "as pessoas estavam sinalizando para os carros reduzirem a velocidade", relata.

Preguiça atravessa Estrada Turística, em imagem de 2013. Imagem: Anderson Rocha
Preguiça atravessa Estrada Turística, em imagem de 2013.
Imagem: Anderson Rocha
O fato é que todos os animais que tentam passar pela estrada correm risco de atropelamento.

Já em agosto de 2017, a equipe do Corpo de Bombeiro Florestal Voluntário de SP (CBFV-SP) que atua no PEJ desde junho do mesmo ano, se deparou com uma cascavel de 80 cm que atravessava a via durante o anoitecer.

Cascavel na pista. Foto: Robson Maziero / CBFV-SP
Cascavel na pista.
Foto: Robson Maziero / CBFV-SP
Os bombeiros devolveram a cobra ao seu habitat natural.

Acidentes e incidentes na Estrada Turística do Jaraguá

Não existem estatísticas de acidentes (ocorrências com vítimas) ou de incidentes (sem vítimas) na Estrada Turística do Jaraguá, mas sabemos que eles ocorrem com frequência.

Na matéria "Acidente fatal marca descida do Pico do Jaraguá" (2017) publicada no blog Amigos do Pedal, por exemplo, o blogueiro Marcos Roberto relata o episódio em que um ciclista precisou desviar de uma maratonista na via, perdeu o controle da bicicleta e foi ao chão. Ele sofreu traumatismo craniano e morreu três dias depois no hospital.

No Youtube há vários vídeos de incidentes com bicicletas na estrada, dentre os quais um intitulado "Ciclista vacila e cai na descida do Pico do Jaraguá" (2015), que mostra o instante em que um biker desvia de um carro que estava subindo, perde o controle e avança para além do guard rail. Já o vídeo "Acidente feio no Pico do Jaraguá" (2014) expõe a queda de um ciclista seguida de um atropelamento por outro ciclista.

Ciclista caiu e, na sequência, foi atropelado por outro ciclista. Foto: frame do vídeo "Acidente no Pico do Jaraguá", de Vinicius Caccavo.
Ciclista caiu e, na sequência, foi atropelado por outro ciclista.
Foto: frame do vídeo "Acidente no Pico do Jaraguá" (2014), de Vinicius Caccavo.
Em 2017, um automóvel com três homens e uma mulher capotou na via, a mais ou menos 2 km da portaria do PEJ. Eles tiveram ferimentos moderados. Acesse a matéria "Bombeiros voluntários atendem vítimas de capotamento no Pico do Jaraguá" para ler o relato dessa ocorrência.

Bombeiro socorre vítimas de capotamento de carro na via. Foto: acervo CBFV-SP
Bombeiro socorre vítimas de capotamento de carro na via.
Foto: acervo CBFV-SP
Mais recentemente, em maio de 2018, o ciclista Vander Cortez registrou, durante uma tempestade rápida com ventos fortes, uma árvore caída no meio da estrada, o que provocou o fechamento do PEJ temporariamente (até a limpeza da pista). Ninguém se feriu.

Queda de árvore durante tempestade. Foto: acervo Vander Cortez
Queda de árvore durante tempestade.
Foto: acervo Vander Cortez
Leia a matéria "Ciclista registra árvore caída no Pico do Jaraguá durante tempestade" para obter mais informações sobre esse incidente.

No mês seguinte, em junho de 2018, Cortez relatou ao Jaraguá SP Post outro incidente, "pedalávamos pela via quando nos deparamos com o carro [um Volkswagen New Beetle] capotado que, segundo as informações que as pessoas nos deram, pertence a um adolescente que estava fazendo uso de bebida alcoólica e entorpecente", explica o ciclista, "ele bateu no barranco e deu nisso aí".

Capotamento ocorrido em junho de 2018.
Foto: acervo Vander Cortez
Para saber mais sobre este incidente, acesse o post "Ciclista relata ocorrência de capotamento de veículo na Estrada Turística do Jaraguá".

A Estrada Turística do Jaraguá hoje

No dia 21 de agosto de 2017, Osenilton Pereira apresentou no auditório Jéssica Nunes Herculano localizado dentro do PEJ, por ocasião do "II seminário de pesquisas do PEJ" voltado para exposição de pesquisas científicas realizadas na unidade de conservação, o trabalho “Implantação de Estrada Parque no Parque Estadual Jaraguá: análise da percepção e expectativa do público visitante" para o qual realizou uma pesquisa que gerou muitos dados sobre o uso daquele parque e de sua estrada.

A pesquisa foi feita nos dias 1, 9 e 12 de outubro de 2016. Foram entrevistadas pessoas de perfil heterogêneo com média de idade de 34 anos, das quais 49% haviam concluído do Ensino Médio, 47% tinham o Ensino Superior completo e 4% possuíam pós-graduação.

Uma das perguntas da pesquisa, "Como você avalia a relação pedestre, ciclista, veículos no uso da pista?", foi respondida da seguinte forma:
  • 39% disseram "Boa"
  • 30% disseram "Ruim"
  • 20% disseram "Regular"
  • 10% disseram "Desconheço"
  • 1% disseram "Ótima"
Já sobre a questão "Sobre a implementação de quais itens abaixo você concorda ou discorda?", os entrevistados responderam:
  • Centro de visitantes:
    • 84% concordaram totalmente
    • 16% discordaram totalmente
  • Ciclovias:
    • 75% concordaram totalmente
    • 20% discordaram totalmente
    • 5% concordaram parcialmente
  • Via exclusiva de pedestre:
    • 75% concordara totalmente
    • 21% discordaram totalmente
    • 4% concordaram parcialmente
  • Guaritas de fiscalização:
    • 89% concordaram totalmente
    • 11% discordaram totalmente
  • Redutores de velocidade:
    • 71% concordaram totalmente
    • 25% discordaram totalmente
    • 4% concordaram parcialmente
  • Restrição de veículos:
    • 64% discordaram totalmente
    • 32% concordaram totalmente
    • 4% concordaram parcialmente
  • Sinalização interpretativa:
    • 92% concordaram totalmente
    • 8% discordaram totalmente
  • Transporte alternativo:
    • 81% concordaram totalmente
    • 17% discordaram totalmente
    • 2% discordaram parcialmente
  • Zoopassagem:
    • 64% concordaram totalmente
    • 13% discordaram totalmente
    • 3% concordaram parcialmente
Em seu trabalho, Pereira recomendou as seguintes medidas:
  • Em curto prazo:
    • Realização de obras voltadas para a segurança dos usuários, limites de velocidade na via, melhorias na sinalização e fiscalização.
  • Em médio prazo:
    • Construção de uma via exclusiva para pedestres.
  • Em longo prazo:
    • Implantação de transporte turístico, restrição de veículos e construção de estacionamento.
Em abril de 2018, um grupo de estudantes do 5º ano do curso de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) esteve no PEJ e recomendou a instalação de ciclofaixa e redutores de velocidade na Estrada Turística do Jaraguá.

Trajeto da Estrada Turística do Jaraguá em 2018. Imagem: Google Maps com edição de Marinaldo Pedrosa
Trajeto da Estrada Turística do Jaraguá em 2018.
Imagem: Google Maps com edição de Marinaldo Pedrosa

Atualizações:

  • Artigo atualizado no dia 28 de maio de 2018 (inserção do vídeo do Pangaré Tênis);
  • Artigo atualizado no dia 22 de maio de 2018 (inserção do bloco de texto "Acidentes e incidentes na Estrada Turística do Jaraguá".

Referências:

BIKE, Alexandre. Ciclista vacila e cai na descida do Pio do Jaraguá. Youtube, 2015. Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=WkADp9BUfzc>. Acesso em mai.2018.

CACCAVO, Vinicius. Acedente feio no Pico do Jaraguá. Youtube, 2014. Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=aPmvoZxkQBY>. Acesso em mai.2018.

FOLHA DA MANHÃ. Concorrências públicas. São Paulo: Folha da Manhã, 1951. Disponível em <https://acervo.folha.com.br/index.do>. Acesso em abr.2018.

FOLHA DA MANHÃ. Excursão ao Pico do Jaraguá. São Paulo: Folha da Manhã, 1937. Disponível em <https://acervo.folha.com.br/index.do>. Acesso em abr.2018.

FOLHA DE S.PAULO. Em março vai ao ar o Canal 2. São Paulo: Folha de S.Paulo, 1969. Disponível em <https://acervo.folha.com.br/index.do>. Acesso em abr.2018.

FOLHA DE S.PAULO. Escalada do Jaraguá não é mais aventura. São Paulo: Folha de S.Paulo, 1964. Disponível em <https://acervo.folha.com.br/index.do>. Acesso em abr.2018.

FOLHA DE S.PAULO. Jaraguá. São Paulo: Folha de S.Paulo, 1970. Disponível em <https://acervo.folha.com.br/index.do>. Acesso em abr.2018.

FOLHA DE S.PAULO. Os velhinhos no Jaraguá. São Paulo: Folha de S.Paulo, 1974. Disponível em <https://acervo.folha.com.br/index.do>. Acesso em abr.2018.

FOLHA DE S.PAULO. Turismo prepara nova roupagem. São Paulo: Folha de S.Paulo, 1971. Disponível em <https://acervo.folha.com.br/index.do>. Acesso em abr.2018.

FOLHA DE S.PAULO. Via de acesso ao Jaraguá. São Paulo: Folha de S.Paulo, 1961. Disponível em <https://acervo.folha.com.br/index.do>. Acesso em abr.2018.

O ESTADO DE S.PAULO. Estátua ficou na promessa. São Paulo: O Estado de S.Paulo, 1967. Disponível em <http://acervo.estadao.com.br/>. Acesso em abr.2018.

O ESTADO DE S.PAULO. Para breve o início da pavimentação da Estrada Jaraguá. São Paulo: O Estado de S.Paulo, 1962. Disponível em <http://acervo.estadao.com.br/>. Acesso em abr.2018.

O ESTADO DE S.PAULO. Paulistano só vê o Jaraguá de longe. São Paulo: O Estado de S.Paulo, 1967. Disponível em <http://acervo.estadao.com.br/>. Acesso em abr.2018.

O ESTADO DE S.PAULO. Pronta a torre da TV Cultura São Paulo: O Estado de S.Paulo, 1969. Disponível em <http://acervo.estadao.com.br/>. Acesso em abr.2018.

PANGARÉ TÊNIS. Treinão solidário no Pico do Jaraguá. Pangaré Tênis, 2017. Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=3lJ56mG0ob4>. Acesso em mai.2018

PEREIRA, Osenilton. Implantação de Estrada Parque no Parque Estadual Jaraguá: análise da percepção e expectativa do público visitante. São Paulo: 2017.

ROCHA, Anderson. Preguiça atravessando a pista do pico do Jaraguá. Youtube, 2013. Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=0nLK-PxWauM>. Acesso em abr.2018.

SÃO PAULO EM PRETO & BRANCO. Pico do Jaraguá: década de 1960. São Paulo: São Paulo em Preto & Branco, 2014. Disponível em <http://spempretoebranco.blogspot.com.br/2014/05/blog-post_8609.html>. Acesso em abr.2018.


Sobre o Autor:
Marinaldo Gomes Pedrosa Marinaldo Gomes Pedrosa é formado em Jornalismo pela UniSant'Anna. Vive no bairro Jaraguá desde 1976.

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